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Publicado em  01/04/2007 - 12:32 h.

Incompetência II 

Autor: Getúlio Gomes - Bom Jardim
Retornando ao tema aqui colocado em outro artigo, referente à incompetência e ao meio ambiente e a morte anunciada dos recursos hídricos, por negligência do chamado poder público, cuja solução está a exigir uma estratégia integrada de ações, enfocando a bacia hidrográfica regional e do Estado do Rio, como o epicentro da unidade de planejamento, enumeramos a seguir algumas  medidas, que podem ser aplicadas 'in loco' na área do saneamento básico e controle da poluição, abrangendo as cidades ribeirinhas em todo o Estado do Rio de Janeiro, acopladas a um programa continuado de educação ambiental, envolvendo toda a população, num esforço de conscientização da sua ação de cidadã. Para tanto, há que se envolver o governo federal, o estadual e as prefeituras, bem como os empresários da indústria e da agropecuária;
Orientação na racionalidade do uso das águas, tanto para fins domésticos, como voltado à captura e criação de peixes e moluscos;
Educação ambiental, envolvendo toda a sociedade, através de cursos rápidos, palestras, folders, eventos grupais e inserções nos meios de comunicação.
Assim colocada a questão, é fácil entender que a solução está num esforço conjugado, com visão holística, demandando a participação de técnicos competentes, tais como: Agrônomos (Fitotecnistas e Pedólogos), engenheiros (sanitaristas e hidrólogos); sociólogos, antropologistas e educadores ambientais, técnicos da área de produção, tratamento adução e distribuição de água potável (empresas de saneamento) . De nada adianta como vale a pena repetir, soluções paliativas, eleitoreiras ou segmentadas buscando a solução do efeito, sem buscar as causas em suas fontes de geração do problema.
Dessa forma, ao se priorizar o binômio: utilização – conservação do ecossistema, conforme as proposições discutidas, ter-se-ão ganhos (emprego, renda e qualidade de vida) para toda a sociedade (rural, ribeirinha e urbana), sejam diretamente (agricultura, aqüicultura) e, sobretudo, indiretamente, através da exploração inteligente do turismo, considerando a condição ímpar desse recurso hídrico - a interação mar/lagoas/serras  - podendo se tornar na mais importante atração em todo o Estado do Rio, possibilitando um amplo espectro de eventos por todo o ano.
Para conscientizar o poder público, é importante sublinhar: para  cada real aplicado nesse projeto integrado de recuperação das bacias hídricas gera, no mínimo, cinco outros, sejam pelos ganhos diretos (pesca, agricultura, turismo e serviços), seja pelos milhões que o governo deixará de aplicar na saúde, para debelar doenças de povo pobre e subdesenvolvido (cólera, difterias, dengue, verminoses, tifo, diarréias, etc.).
Portanto, antes de tudo, é uma simples questão de custo/benefício, além de inteligência, competência e vontade política, sob uma visão articulada e integrada de ações, atributos estes, ao que tudo indica, inexistente em setores governamentais que, contrariamente, têm priorizado medidas isoladas e fora de foco, cujos benefícios se contradizem ocasionando o desperdício de recursos de custos elevados, que nada ou quase nada de fato produzem em favor do impedimento da degradação do meio ambiente.


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